Mostrando postagens com marcador Ingmar Bergman. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ingmar Bergman. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de março de 2009

2 Filmes: "V de Vingança" e "O Silêncio"

Baseado na história de Alan Moore "V for Vendetta", com produção dos irmãos Wachowski e direção de James McTeigue, é um filme interessante que por uma trama de suspense cria um mundo imaginativo onde a Inglaterra do futuro seria governda por um ditador. A alusão a Hitler e o Nazismo é evidente, assim como a outras passagens históricas e críticas ao modelo de governo e religião modernos.
O único ponto negativo é que toda vez que o suspense começa a ficar bom, o diretor "mastiga" e nos entrega o jogo. Mesmo as passagens que podem ser vistas como filosofia só tratam realmente de coisas evidentes e óbvias. Uma ou outra passagem realmente chamam a atenção, e mesmo com sua simplicidade, vale a pena assistir nem que seja só para descontrair. Destque para os atores que são excelentes e para ótima fotografia.

Sinópse do filme

Ambos os filmes eu havia assistido e fazem parte a minha videoteca pessoal, de modo que sempre que posso re-assisto. Decidi rever a sério "O Silêncio" de Bergman enquanto estou baixando outros filmes seus (por sorte achei um site que nos permite baixar essas maravilhas). O Silêncio é um filme cruel, que explora alguns extremos da vida, como Bergman adora fazer. Data de 1963 quando o diretor estava no auge. Assim como posteriormente trataria em "Persona", neste filme ele usa duas mulheres como pretexto pra sua explanação, e um garotinho que, ao meu ver, é onde ele se auto-retrata. Se elogiei a fotogrfia do "V", imagina essa daqui! é primorosa! uma jóia fina que, unida a maestral interpretação das atrizes do bergman fazem um bom filme, mas como refleti no início: um filme cruel. Aplausos ao mestre Bergman mais uma vez.

Sinópse do Filme

Baixe e assista (Manutenção)

terça-feira, 10 de março de 2009

Ingmar Bergman apresenta: "O Olho do Diabo"


Em algum momento do ano passado comecei a dar os primeiros passos na arte cinematográfica e a partir disso me impus à prazerosa obrigação de assistir três filmes por semana. Toda arte tem em comum o fato de ser um modo pelo qual seu autor se expressa, e percebi após alguns títulos, que com o cinema não seria diferente.


sábado, 7 de fevereiro de 2009

Luz de Inverno


Minha primeira postagem não haveria de ser outra senão a que justifica a escolha deste nome para o blog. Meu intuito é refletir de um modo mais organizado acerca da arte, acerca da vida como um todo pois acredito que tudo na vida é arte. Nós compomos a cada segundo um campo permeado por todas as artes e interagimos diretamente com elas: isso é a natureza.
O mais valioso da arte é que cada um a cria conforme sua realidade, cada um vê ao seu modo as coisas como são, devido a isso o debate vem a ser algo interessante sobre como estes fenômenos acontecem com cada um. Desde filmes, fotos, poemas, gravuras ou músicas, livros ou ensaios, tudo se mescla no meu modo de ver e realizar a arte, dai a facilidade que o blog nos dá de ter tudo agrupado num só local, sendo mais compreensivel o momento artístico de cada tempo.

Luz de Inverno é um excelente filme do diretor suéco Ingmar Bergman, de 1962, onde o diretor pensa através de figuras como um padre, situações politicas, sociais e religiosas. É filme para assistir todo mês e tomar novamente a meada filosófica proposta. Pra quem gosta de pensar, pra quem gosta de arte e especialmente como eu adora filmes em preto e branco, vale a pena assistir a esta jóia da arte cinematográfica. Como o filme aborda muitos dos assuntos que pretendo talhar com o blog, e os contextos são semelhantes, tomei seu nome de empréstimo. A imagem do blog é a visão que tenho do por do sol pela minha janela, foto minha feita hoje (07/02/2009) mesmo!

Sinopse: Num frio Domingo de Inverno, Tomas Ericsson, o pastor de uma aldeia está a celebrar a missa a uma pequena comunidade, apesar de estar a sofrer de gripe e de uma lacerante crise de fé. Depois da missa, ele tenta tranquilizar o pescador Jonas Persson que está atormentado pela ansiedade, mas Tomas apenas consegue falar da sua própria relação turbulenta e vazia com Deus. Uma professora, Marta Lundberg, oferece a Tomas o seu amor como consolação pela perda de fé. Mas Tomas resiste ao seu amor tão desesperadamente como ela se entrega mais e mais. O segundo filme de Bergman na trilogia de fé, é uma das menos vistas obras-primas do realizador quando se compara às exibições de “Persona” e “Sétimo Selo”, mas é um dos seus filmes mais pessoais, tanto pela semelhança com acontecimentos passados na sua juventude, como pela crueza da mise-en-scene e dos sentimentos - o uso de monólogos, silêncios prolongados, close-ups extremos, bem como a presença de uma paisagem fria, branca e Invernal, servem para reflectir o vazio da alma de Tomas.

YouTube Filme 
 

© 2009Luz de Inverno | by TNB