quarta-feira, 24 de junho de 2009
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Nossa Música

É que os gênios não se pronunciam por acaso...
O prmeiro filme que assisti de Godard "Para sempre Mozart" não me trouxe boa impressão do diretor. Em seguida, tempos depois assisti o clássico "O Desprezo", pelo que pude contemplar a suma arte pretendida em sua sigilosa veia proventora.
Neste caso, óbviamente chamado pelo título da obra, hesitei um tempo em assistir, deixando-o sobre o aparelho de DVD para o momento certo.
Godard gosta de filosofar, de jogar com as frases, de dar animosidade ao texto e ao contexto, o que aparece nesta obra. Lindíssima agremiação de filosofia + poesia + fotografia + ... enfim, uma palavra para descrever: "arte". A reflexão beira as idéias do saudoso mestre Stockhausen, e mostra um diretor aflito em dizer o que descobriu sobre o além-vida. Os atores pouco representam neste mundo que tenta diferir o "ver" do "dizer", o "criar" do "pensar". trata-se de um amplo reino de idéias explícitas em poucas frases - bem captáveis - que sintetizam a "atitude".
Ao meu ver este filme fala sobre tal tema em centro: a "atitude". Pois nada seria senão contexto em caso à atitude, a diferença entre o realizar e o não realizar, a falta da morte pela sua própria ausência. Para os leigos diz ainda que devem refletir sobre o texto, compreender que a ação deixou de ser justificável causa da ação. Dificil compreender? Então vamos assistir e deixar Godard explicar...
Baixe o filme pelo blog CinemaCultura
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Seleção Nativista - Invernia
Preparei quatro coletâneas de música nativista: "Invernia", "Campo", "Lamento" e "Milongueira". Agora posto a primeira, diretamente da serra catarinense, do grupo Invernia.
Eu que já fui peão, participei de três CTG's (Centro de Tradição Gaúcha) e extendi pesquisas consideráveis sobre o assunto, especialmente nos anos de faculdade, venho agora partilhar um pouco desta jóia cultural brasileira.
Médicos e Músicos
Essa não posso deixar de postar...hehe
Festa social, todo mundo com copo de whisky na mão. Dois sujeitos conversam:
- Olá, tudo bem?
- Sim, e vc, como vai?
- Vou bem. Me disseram que vc é músico?
- Sim.
- Nossa, e que instrumento vc toca?
- Toco ZABUMBA.
- E toca em quais orquestras?
- Na OSESP e na OSUSP.
- Que beleza, hein? Deve ser cansativo, nao?
- É o trabalho, ne?
- Realmente, admiro vcs músicos, grande profissão essa. Até queria que meu filho fizesse música, mas o garoto nao tem jeito, insiste que quer ser médico ou advogado.
- Ah, hoje em dia é assim, a garotada nao tem jeito. Mas, e vc, o que faz da vida?
- Eu sou médico.
- Jura? Mas como assim?
- Trabalho no Hospital das Clínicas.
- Clínicas, não conheço. E faz o que lá?
- Sou cardiologista.
- Mas vc tem um emprego não tem?
- Então, trabalho no hospital.
- Nas horas vagas?
- Não. Esse é o meu emprego.
- Mas ganha pra isso?
- Ganho sim, dá pra viver.
- E vc não estudou? Não quis saber de faculdade?
- Estudei, fiz faculdade de medicina.
- Ah, é? Não sabia que tinha. Que interessante. Sabe, eu fui médico amador quando era jovem, uma vez fiz até uma operação num rapaz que tinha sido atropelado. Usei uma flanela de carro pra estancar o sangue e uma faca pra abrir a barriga do rapaz e parar a hemorragia. Eu até gostava, mas nao levava muito jeito pra coisa. E aí minha mãe até disse: “Larga disso, garoto, vai estudar música”.
- É, queria ter tido uma mãe assim.
Retirado daqui!
Fantasia em Sol Bemol

O que foi feito não é nada disso! Ao contemplar este filme remetemos nossa condição espectativa a algo que traduza o evento... sim, o "evento" musical; o momento e seus geradores. Deste modo seguramente o diretor criou uma representação para um momento musical baseado numa suposição artística sobre a fanfatasia do excelentíssimo mestre.
Chocante e ao mesmo tempo suficiente. O exito nesta empreitada dignifica o ousado cineasta Jan Svankmajer e mostra que conseguiu equiparar-se ao divino Bach - mesmo que por poucos minutos sob sua tutela.
Baixe aqui e seja permeado pelo divino. (em manutenção, se alguém desejar solicite por e-mail)
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Cinema Paradiso

A Conversação

Inacreditável como em 1974 Coppola conseguiu fzer um filme como esse, justamente no ano que lançou a segunda parte de "The Godfather".
Este filme trata da maluquice de um investigador que sofre com sua vida. Com poucos atores, qualidade de imagem milhares de vezes pior que "The Godfather", elenco em que só um personagem se destaca e cenários frios e simplórios, só posso pensar que Coppola estava passando mal quando escreveu este filme (ou que gastou toda sua criatividade do ano no outro). O diretor gasta metade do filme descrevendo o personagem, e outra metade noma trama barata e mastigada. Sem efetios especiais, com trilha sonora concreta tendendo ao jazz de modo a incomodar e desencaixar das cenas... sei lá... acho que perdi meu tempo assistindo isso (mas deu pra ver em que o autor de "π" se inspirou).
Sinopse: Harry Caul (Gene Hackman), um competente e sofisticado profissional da espionagem, entra em crise quando descobre que um de seus recentes trabalhos ajudou a levar ao assassinato de três pessoas. Agora ele teme que a situação possa se repetir.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
300
ConSertão
The Godfather

Do romance siciliano de Mario Puzo surge esta maravilha cinematográfica em três etapas, cujo oscar foi corretamente aplicado as duas primeiras como "Melhor Filme", além de outras categorias. Comandadas pelo mestre Francis Ford Coppola, tenho certeza que é o melhor filme que já assisti.


