sexta-feira, 25 de julho de 2014

Discurso dos que discursam

Minhas Senhoras; meus senhores.

Eu gostaria de começar esta conversa
Com bastante desleixo.
Gostaria de dizer nada, a quem nada sempre me disse. 
Gostaria de deixar claro, absolutamente todas as coisas que pouco importam.
E destratar, a você, que sempre me destratou.

Com pouca sabedoria, falarei sempre sobre ciência. 
Deitarei versos estúpidos para a arte.
Não, não esquecerei de todos vocês, filhos do povo, que merecem absolutamente tudo aquilo que já tem. Que farei o prazer de dar, usando minhas mãos e a riqueza de outros.

Minha postura, que foi sempre desaconselhada por amigos, conselheiros e auxiliares, não esclarece nada.
Prossigo deixando de fazer aquilo que jamais fiz. Continuo ausente de todos os espaços que pouco tenho frequentado. E nada digo, porque, com acalanto divino, com a fé em mim depositada, tendo como outros, mais ouvidos do que bocas, cumpro meu dever onírico, cujo afinco nunca pratiquei.

Você pode estar pensando:
E é exatamente este o X de alguma questão, que não esta que venho deixando de esclarecer.
Meu desejo seria ou não arguir todas as palavras inúteis, a fim de ocupar-me de algo completamente dispensável.
Cuidem, meus amigos, daquilo que costumam cuidar, e assim sejam sempre improfícuos diante de toda novidade que lhes acometer.

Direi todos os dias a palavra não. Pois ela significa algo que pouco me importa.
Darei todo o assessoramento aos que já o tem, pois assim sempre serei mais um ineficaz assessor de coisas úteis.
Farei com que nada retroceda, e que tudo deixe de progredir. Serei tão pouco estanque quanto me aprouver.
Porei os pingos nos u's, pois já que a trema é infecunda na nossa linguagem, deve servir para alguma coisa que pouco me interessa.

E dessas coisas, que servem ou não, falarei todos os dias, se desejar, pois a elas pouco pertence nosso futuro.
Estarei para o pão assim como a rocha esta para alguma coisa. Do pão tirarei meus argumentos para dizer sempre o mesmo.
Deixo escapar o sentido nas coisas que nunca o tiveram, e não tento arrumar coisa nenhuma.
Povo brasileiro, sois retumbante no que nada importa, e assim far-me-ei vosso, pois do teu ventre filho sou.
E acerto ao dizer todas as coisas, como cobaia do novo alvorecer que muito ou nada consome num farfalhar que rebuliça esterilidade.

Estático, estético...

Este sou eu,

Ou não.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Música



"E a música é... uma espécie assim de um caminho, uma estrada bonita pela qual eu percorro a minha vida".

terça-feira, 17 de junho de 2014

O comércio de fiéis

"...Dilma confirma presença no culto inaugural do Templo de Salomão." Foi a notícia... e todos os 27 governadores, alguns prefeitos e ministros além do pessoal da justiça também receberam convite. A presidenta certamente vai.

O Templo de Salomão é a mais nova peripécia do B. Macedo. Só custou R$650.000.000 (milhões) reais, e já esta quase pronto, prestes a ser inaugurado como nova "Catedral" da IURD. 

Não podemos negar que fazer obras faraônicas deve ser mesmo função da igreja de Cristo, uma vez que dentro da história são toneladas de ouro, prata e materiais gastos com este proposito. Algumas dão a "contrapartida social" através da boa ação ou da Divina Providência, mas a grande maioria se dedica somente a salvar almas.

O negócio é lucrativo para seus "patrões"... pra se ter uma ideia em número, a Igreja Internacional da Graça de Deus do meu estimadíssimo R.R. Soares (um dos meus ídolos) diz em 2014 ter cerca de 2.000 igrejas pelo Brasil ai a fora. 

Pega o lápis:

Uma igrejinha, das pequenas, com cerca de 250 fiéis que participem dia sim dia não, e contribuam com a miséria de R$10 por mês geraria um lucro de R$2.500 mernsais. Vamos dizer que ela gaste com suas despesas ordinárias R$1000 e mais R$1000 como salário do seu pastor (afinal ainda é só uma igrejinha). Sobrariam R$500 que seriam mandados pra central a título de "franquia".

R$500 por igrejinha... 2.000 igrejinhas = R$1.000.000 por mês.

E isso se, e somente se, a sua igrejinha não for "agraciada" por dois ou três "irmãos" que ganham seus R$10.000 por mês e pagam o dizimo em dia... mas vamos deixar isso de lado por hora.

Os R$1.000.000 por mês são R$12.000.000 por ano. Maaaaaaasssss, ha um pequeno adendo: euy empresário com uma industria gerando emprego, renda e riqueza ao país, teria que pagar cerca de 30 a 40% de impostos. A Igrejona NÃO! Ou seja, pra um trabalhador normal ganhar os 12mi por ano, teria que faturar 18mi, 6 a mais que a igreja... ela fatura 12 e embolsa 12.

O que afinal esses catedráticos da igreja de Cristo fazem com todo esse dinheiro???????? Bom, uma parte salgada vai pra propaganda, outra para criar novas igrejinhas, pois afinal ta nas escrituras que é preciso "espalhar a palavra". outra parte vai pra invenções mirabolantes como o Templo de Salomão e outra parte para os "patrões" e sua cúria. Ahhhh, e para a "divina providência?" Quando tem enchente o pastorzinho até dá lá 2 cestas básicas... ajuda a abrigar fiéis molhados e serve arroz com feijão. Mas isso tudo ele cobra logo em seguida, pois ai ai ai se sua igrejinha não der lucro!

Agora pasme, falei da igreja do RR... a IURD tem, segundo o IBGE cerca de 2.000.000 de fiéis só no Brasil... e segundo ela própria, cerca de 8.000.000 no mundo. Templo de 650 milhões?? da pra fazer uns 2 por ano pagando a vista!

Se eu fosse desonesto, faria uma igreja e desfrutaria da vida "agraciada" com todos os prazeres, comodidades e extravagâncias que o dinheiro pode comprar! Mas essa benção (da desonestidade) não recebi... serei eu uma alma perdida?

domingo, 5 de janeiro de 2014

Lagrimas Negras


Compartilho o que realmente me interessa.

Compay Segundo e Cesaria Evora

Gracias eternas!

sábado, 14 de dezembro de 2013

El Desierto y la Lluvia

O som é tal qual o ovo. O pretenso musicista servirá-se dele até que finde seu nutriente, tal qual o embrião de seu casulo. Tal como o pássaro moleque do seu ninho ou o enxadrista novice de seu tabuleiro.
Até que seja liberdade!
O novo avícula desate-se do calcífero entorno;
O pássaro arrisque seu voo;
O enxadrista deixe de lado o tabuleiro;
O músico liberte-se do ouvir fisicamente...

O conhecimento reside em sí,
a diversão está na mente do louco, não ao seu redor!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Invest in Beauty


"O que nós precisamos acima de tudo é investir em beleza."

Dias especiais vem, vão e segue-se. A grande limitação da palavra incapaz de resumir um dia seuqer de vida... quantas coisas... pensei em colocar no facebook, mas haveriam incompreenções, então resgato a finalidade do luzdeinverno.




Mas a ola da vez, que permeou minha mente hoje...Hanz Zimmer e Lisa Gerrard, falando em linguas...

"La la da pa da le na da na
Ve va da pa da le na da dumda"

O que me trouxe o novo Cockpit

E assim mais um dia na terra do Sol!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O Diabo Veste Prada & Darin e Mujica


Hoje acordei por volta das 3:00 da manhã e a TV estava ligada na FOX. "The Devil Wears Prada", de 2006, direção de David Frankel, foi um filme que eu já havia assistido em outra ocasião, quando meus olhos ainda não estavam plenamente abertos para o cinema. Curiosamente ele me chamou muito a atenção, pois é excelente!
No mesmo dia estava a ver uma entrevista feita com o Argentino Ricardo Darin, onde ele explica porque recusou-se a ir a Holliwood filmar com o Tarantino.
É curioso que o filme nos diz a mesma coisa, nos dá a mesma lição, mostra com clareza translúcida o quanto devemos ter de luxo e o quanto devemos ter de vida, sobretudo no final, quando a protagonista finalmente "aprende". A terminação de Darin frente as questões de Alejandro Fantino (entrevistador) não deixam dúvida sobre o quão difícil é para o gado compreender os atos singelos, uma vez que esta acostumado a ração dada todos os dias, e não a pensar.
Em consonância ainda cito Mujica, exemplar Mor daquilo que é "o caminho" a seguir. A riqueza não é necessária, e não deve ser confundida com a subsistência confortável. O que sobrar é filantropia. E é por estes e tantos e tantos e tantos estudos que percebi em algum momento a máxima elementar.
Como no dia que tive que ouvir de colegas que era a hora de eu trocar de carro... e sorri pensando na mediocridade destes pobres que se importam com tão pouco... então preferi comprar instrumentos musicais para os que precisam e ensiná-los a tocar, tutora-los na arte de viver, viver para seu simples motivo: Ser.


                                        
Meus alunos de música - 2013

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

The Game


Ainda não faço ideia de quem começou com esta ideia. 

The Game é um filme satisfatório, dirigido por David Fincher cuja estreia deu-se em 1997. O filme traz elementos simbólicos, dotados de uma semiose peculiar, onde nos questionamos sobre a realidade e a irrealidade, porém com um toque de sarcasmo, um toque como o que se dá ao falar de teorias da conspiração.
Fato é que filmar complexamente uma ideia assim é algo no mínimo digno de atenção. Logo de início percebemos a ligação absoluta desta película com o belíssimo Vanilla Sky de Cameron Crowe.

 Personagem (Tommy Flanagan) aparece no fim de The Game dialogando com a empresa CRS
Personagem (Tom Cruise) protagonista de Vanilla Sky na realidade da empresa LE

Posso afirmar sem sombras ou dúvidas que a temática de The Game retorna em 1999, no Fight Club (do mesmo Fincher), em 2001 com Vanilla Sky, e em 2010 em Inception (de Christopher Nolan). Além disso há outras tentativas, não tão diretas ou não tão bem feitas,como é o caso dos Efeitos Borboletas (2004...) cuja complexidade não há na pelicula, mas sim uma tendência facilitada para grande massa; no Terceiro Olho (dirigido por Roland Suso) também de 2004 onde o foco distorce o argumento para tentar distorcer a mente do interlocutor, e mesmo no Strange Days (Kathryn Bigelow) de 1995 , The Element of Crime (Lars Von Trier) de 1984, Eyes Wild Shut (Stanley Kubrick) de 1999 e - porque não? - no magistral A Liberdade é Azul (Krzystof Kieslowski) de 1993.

Não sei de quem é essa ideia, mas foi explorada em diversos roteiros e me gusta...é um beiral entre o real e o surreal, ou seja, nem um nem outro, exatamente como é a vida.

P.S. Achei algumas criticas querendo incluir o Show de Truman nessa lista, mas é obvio que não cabe.

sábado, 24 de agosto de 2013

Le Petit Prince


Há coisas e há negócios... vários tipos por sinal! Isso se não for simplesmente "aquilo ali", ou "aquele lá". Quem afinal precisa de um dicionário todo para se expressar? A expressão justifica a palavra, diriam os doutos ou os acadêmicos...afinal para eles a expressão só pode vir depois da palavra que a representa... mas não para os pequenos.
Gente pequena (pequena de anos, pequena de tempo, pequena de academicismos e parlapatonismos) sabe explicar coisa sem precisar de vocabulário. Gente grande nem com todas as linguás do planeta explica diretamente o que negócio. "A palavra nos limita a expressão" digo sempre agora a pouco.

Quem afinal não percebe que os pequenos, dada sua miudes de anos cumulados no dorso, estão mais próximos da terra que os grandes? a gráfico da vida é assim, um arco, nas duas pontas se toca a terra, e no meio exato se distancia ao máximo dela, quando sabemos menos sobre tudo. Só que este meio exato acontece para cada um no seu cíclico coisar da vida, ou seja, posso alcançar meio desconhecer ao passo de um conhecer ao mesmo tempo. Posso saber e não saber (que bobo este acadêmico que falou que isso não era possível!)

Por exemplo: o primeiro amor é assunto que só tem vida no corpo dos pequenos. Que haveria o grande de falar sobre ele, visto que já está tão distante assim? Já a pequena, ao amar de início, recebe o desafio de tentar descoisar o amor (o que não consegue durante a vida toda, e já como os poetas elucidam, divaga em tentar fazê-lo inutilmente). Mas ai um douto qualquer pode indagar: e o ancião? Ho ho ho sim, e o ancião!

A beleza da vida só pode ser vista por crianças.

Cada dia aprendo quando vejo a sinceridade. A cada minuto sorve-me a alma de puro saber aqueles pequeninos que desmantelam o mundo sem significá-lo. Isso é a pura arte! Isso é arte! Só isso é arte!

De certo modo sinto-me previlegiado, como um operário que sobe no arranha-céu para limpar os vidros, vejo o mundo de duas formas: o lado de dentro por traz do vidro sujo, onde ficam as pessoas grandes, os doutos e os homens de posse; e o lado de fora, onde somente há luz e vento, e após um longo abismo poderiamos chegar na verdadeira terra do chão.
Os pequenos estreitam minha relação com o chão, e sinto como se não precisasse cair para tocá-lo, como uma onda elétrica que, uma vez tocada por alguém, tocando eu em alguém, teria choque. É certo que alguma energia se perca no processo, e os ossos dos que tomam choque todo dia ficam gastos muito mais rapidamente do que aqueles que se expõe no laboratório de ciências que fica na ultima sala do prédio com vidros sujos... a sala dos ossos doutos e magníficos.

Agradeço por poder aprender com pequenos todas as manhãs.

Sugiro, caso você seja grande ou grande-mestre, começar a viver lendo Le Petit Prince todas as manhãs, até sentir calma, até sentir seu coração.

"A linguagem é uma fonte de mal-entendidos."

Download do Livro em PDF

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A rede doméstica da internet (world wide web) e a pobreza de Sião

A Rede é como a Vida, Ela nos hidrata...
 

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