sábado, 1 de dezembro de 2012

Joseíto Fernandes


Joseíto Fernandes Dias (Cuba, 1908 - 1979) en su ultima aparicion en TV... una de las cosas que tiene que escuchar (muchas veces) antes de morrir.

Cuando se acercaba a los niños escuchaba cómo lo reconocían: ¡por ahí viene Joseíto Fernández!, e incluso en ocasiones tuvo que cantar algún fragmento de la Guantanamera". Verdadero hombre de pueblo, Joseíto se mantuvo incólume ante la popularidad merecida. El norteamericano Pete Seeger había lanzado al mundo desde el Carnegie Hall, de Nueva York, la melodiosa guajira con los versos de José Martí. Pero no había duda; la paternidad correspondía al compositor cubano.




"...estaba enfermo, muy enfermo, de Parkinson, fue un esfuerzo extarordinario el que hizo para poder hacer esta última presentación, pero así son los artistas dan todo por su pasión." (palabras de su nieta)

Me gusta, y compartelo con mis amigos!



quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Boca

Eis que falam do tempo como se fossem senhores do Universo.
Ditam ordens com arrogância,
Recamam com dimensão.
E Eu?
Eu me envergonho de ser humano.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Reflexão X/2012

Um caminho para conquistar a vida é procurar o bem. Fazer o bem com toda cautela, com toda sabedoria, e disso uma religião. Mas é impossível fazer o bem sem ser sincero. O bom não o é se tiver em si falsidade. Tanto que a falsidade jamais é boa.

As pessoas vem furtando-se do bem por serem incapazes de agir com franqueza. Por ter em sí um caminho falso em natureza e início, e por temer que a franqueza contradiga seus costumes.

Liberdade é fazer o que é certo, mesmo que o certo só o seja neste instante, mas com todo o furor de sua alma, sabendo que o certo só pode ser o bem, que por sua vez só pode ser a verdade (pois o certo foi feito, consequentemente a verdade daquele instante).

Outro pormenor é que o povo, por temer a sinceridade e por duvidar de seus corações, detêm-se em falar do mal para ocupar-se no tempo que não pratica o bem.

O bem nos ocupa e supre. Nele há franqueza, nele há vida, que nutre-se na sinceridade, na verdade, no ser enquanto essência de ser, tal qual substância donde provém o movimento originário do Cosmos.


Reflexão X/2012

terça-feira, 31 de julho de 2012

Lubre

Vida, vida, vida
As vezes é sem sentido
As vezes ganha sentido
As vezes, sentido nela...

Sempre o alfaiate se usa de seu próprio fazer.
Está trajado com seu melhor linho, ao qual recusa vender
Dá-se ao pobre, ao vil coronel
Mas deita-se nú no lubre, riscado de seu papel.

Dimensiona virilhas,
Coze com argumentos saberes de forros, mangas e peles,
Amacia veludos e tange com tremendo pulsar os lisos carreteis.

Vida, vida, vida
Dá-se em mim para obrar
Viste-me outrora payando cantos
Cantos de roupa, cantos de linha, cantos de pá!
Cantos e Cantares dos Cânticos dos Cânticos que é de Salomão.

Marcas de Ayer

Tece o tecelão?
Labora magistra?
Águila volat...
E severos servos de tí não se vão
Diante da espera.

Vida, vida, vida?
Eu vejo o pobre, o rico e o ardor
Vejo luzes, céu, dessabor
Vingo tramóias, suplícios vagos de mão
Sinto sabores, só em coração!

Esplêndido é o traçar da linha naquilo que dela se faz
Ariranhas
Fado
Circuncentro

Ei de saborear as tangerinas mais póstumas do pomerânio
Que algos em seus saberes lhos compartiu com'e e con'te

Vida, vida, vida,
Porque, vem m'ensina, você!


30 de Julho de 2012: Ao Cégo.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Saudade La Negra

Saudade
Grácias

quinta-feira, 12 de abril de 2012

No início

Depender da linguagem é para o artista tão limitado quanto seria para o matemático depender somente da adição.

Porque ou a linguagem é vazia demais, ou sou nela pura ignorância.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

"Tapera Vaga de Alma: O dia em que"

Há dias em que estamos brabos.
E dias em que somos de paz.
Pois na cidade sempre se está reprimido.
Vulto de natureza, amontoado de gente.
O feio,
A cidade é.

Sobretudo tem dias em que guardamos
Dias em que choramos
Dias em que tomamos
E mesmo retardamos
e dias em que x-amos etc, e tal.

Mas é com sobrosso que se teima epitáfio,
Com cisma que cisterna água fria porém rara.
Dias em que jagunço passa cabisbaixo por perto
Que repentista sai fugido
Que rei brabo e imperador de Roma
Fazem parecer pecado suas ingenuidades.

Se nego sente perigo em si mesmo, féde longe.
Cidade vira blackout e lavadeira foge do rio
Monge deita unguento na liteira
E tacho chamusca no facho

Hoje cuidei-me.
Fosse arbusto e tivesse que ir,
Só com punho em pólvora
Pra desalmar
Pra levar "aos mundos"
É raro usar, mas direi: violento.

Mártir em pensamento,
Sigiloso na visão.
Bugre
Arco de timbre grosso
Se Lampião pairasse por ai, deixava o purgatório pra não ter comigo.
Cuidei-me
Minto liso: meu piano me cuidou.
Quiça um dia "a" e "o" bosta assim o façam antes de titubear comigo novaurora.

Deixo de lado e entorpeço. Caso não, far-me-ei burguês, visto de longe esturjão da plebe.

11/04/2012. Tapera vaga de alma: dedico ao trabalhador do Brasil.

domingo, 1 de abril de 2012

Irmãos Coen: "A Serious Man"


E os Irmãos Coen fazem mais uma grande obra cinematográfica. 

Só estou escrevendo sobre ele aqui porque antes de assistir fui ler algumas críticas na web, e me assustei... bobagem! Filmaço nota 10, tem até aquele fundinho de lógica que dá uma puxada na espinha. Não é filme pra bobo alegre ou nazista aposentado. Para todos os outros: recomendo. E uma salva de palmas ao brilhantismo dos mestres!

Não há links para download de qualidade no momento. Assim que encontrar algum, adiciono.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Queixada no mato

E EU

Que nem sou figura popular,
Nem podre,
Nem político,
Nem rei
Nem Bar.

Nem mofo de pegar em janela ou em batente de porta
Sinto uma pendência natural de almas
Que é de se ser só o ser
Que é de faltar na sociedade
Que é ser deixudo, largadão, tipo peixe de fundo

Escapado na poeira,
Nunca-visto no barro de mangue
Pouco sondado de esconde esconde
Microscopado só no lampião!
Camelo fugido de tempestade de areia.

Sinto sim,
que na rua já sou "ôooooo"
Aceno de braço,
Qualquer coisa de "ei, ei, me diz pelamordedeus um ..."
Tanta cousa que me desgusta .

que não sou nada
que sou vento
limbo passa de longe nimportância de mim
sou só um resto
e como qualquer resto,
desejo ser largado para ser.
para poder ser eu

discomplico pra gente entender:
Se você pensa que qualquer coisa, você está errado(a).
Se você pensa nada, você não esta.
Se você não pensa, você não é.
Se você é e o mato é, e passarinho é, e noutros mundos são, e lagartixa é: você é.
Só quem é passa como alma. Todo o resto passa como sei-lá... porque o que é não entende o que sei-lá.
Assim, conceito pra tudo, pré só na escola, pra lição de professora chata.

Que em minha cidade já me sinto pesado...
feito bolha de sabão sobre uma nuvem.

Preso por ter é, aquilo, eu, sei-lá, demais, portanto e mefistófeles no tacho de alma jogada no bosque.

Dedico este.

29/03/2012

sábado, 17 de março de 2012

Revisão de Conceitos 3: Edu Lobo


Edu Lobo logo num primeiro contato, surpreendeu-me. Bastou saber mais sobre ele e sua obra pra ver que eu realmente não me daria com tal sujeito. Claramente há algumas de suas músicas que são marcos memoráveis da MPB, tal como "Ponteio", e esta que posto hoje: "Viola fora de moda", gravada originalmente em 1973, da sua parceria com Capinam. Hoje posso dizer que não detesto mais o Edu Lobo - tampouco importa-me - mas decerto não o desdenho mais como fiz no passado.

Nesta versão estupenda do mago celestial Geraldo Azevedo, com a gravura do compadre Milton Autóctone de fundo, saliente-se a melodia que o pífano dobra com a viola, de um sertanês imaculado e falangeiro, fruto ermo de nossa Pindorama amada.

Música: "Viola Fora de Moda"
Compositores: Edu Lobo e Capinam (1973)
Interprete: Geraldo Azevedo (1996)
Produção: Almir Chediak
Gravura: Milton Autóctone 
 

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