sábado, 16 de fevereiro de 2013

Admirável Gado Novo...


Admiráveis visitantes do blog, 

Como não haveria de tardar, o blogger pregou-me uma peça e, uma vez que fui obrigado pelo "todo poderoso" a deletar meu perfil antigo nele para fazer um novo com o lixo do gmail, a maioria das imagens do blog foi jogada no abismo... muitas vezes trabalhos de tardes ou dias inteiros de pesquisa etc, etc. Claro que eu tinha os backups; mas claro que ele não aceitou as "velharias" em XML.

Como qualquer mortal, uma vez sujeitado a injuria, padeci em lamentos.

Sou grato aos que visitam este blog e especialmente aos que durante estes 4 anos acompanharam nossa jornada cultural. Ela continua - destaco! porém, minha paciência para colocar qualquer coisa no blogsp*** já faz-se enseada....

Não a modo de despedir, mas sim para agradecer, posto um vídeo feito pelo amigo Tato, pela Ana e por minha pessoa, numa tarde qualquer de um dia qualquer com um tipo qualquer de vinho qualquer... Apreciem e, para quem tanto perguntava como eu era, desfrutem...(eis-me ao acordeom) hehehehehehe

Thank you Sir!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O amigo e o monge

O amigo e o monge são duas pessoas distintas.

Distintas em cavalheirismo, em educação.
Distintas em saber viver.

O amigo, outrora monge, já foi amigo, outrora monge,
e assim continuou por experimentar demais a vida que lhe consumia as horas e a delinquência da amabilidade que em cujas formas lho deformaria se nela insistisse ademais das coisas...

O monge, outrora amigo, outrora monge, assumiu para si a mosteiridade de temer ao cosmos.
O monge tem suas picuínhas com quais não escreve vidas mas tramoias de seu eu.
Ele des-simplifica o óbvio e macula o evidente.

Os primazes degraus do céu são o presente do eterno amar. Assim, parafraseando Fedro:"devermos antenar para o significado, não para as palavras."

Dizia o adivinho:
"...E vi uma grande tristeza baixar sobre os homens. Os melhores se cansaram de usas obras.
Espalhou-se uma doutrina e com ela circulou uma crença. Tudo é igual, tudo é vão, tudo passou." (F.N.)

Logo tampava-se o sol e vinha comilusco o amigo, com sua fome de saciar-se. Porém, saciava-se todas as noites, mas com saberes de terra, com sapiências de outrora...

...

 - Tartaruga, tartaruga, de onde mesmo vem o sol?
 - Vem daqui, de embaixo de folhas, de fazeres de mato, de raiares de minguas e de parcos vistos trovejares.
 - Tartaruga, tartaruga, de onde vem o Sol?
 - Sei pouco sobre o Sol, mas sobre folhas: eis meu aprendizado!
 - Far-me-ei tartaruga para então ver o Sol?

...

Seria o amigo a abelha ou o rato? Eis que nest'arte questiono-me ao incansável momentaneamente.
Causador de causos, fazedor! Eis o que cansado, ainda assim amigava.
Porque de ratos e abelhas já se disse tudo, exceto como ruminam. Aqui posso vislumbrar um pouco de mim.

O monge, a pedra, o céu. Na lua nova eis de compor o infinito diante de teus próprios olhos, tal qual índio que comporta sua voz limando-a na relva dos entardeceres. O amigo cirandeará diante de tal magnitude, e se ouvirá, para firmes que lá em cima vão, seus passos nobres sobre o chão da terra.

"Vai como o tempo que a alma assente sem dizer nada, onde o rumo e a estrada nem sempre são o mesmo caminho."

Abraço irmão,

Ao amigo Milton, aos 29.01.2013 (Futuro "Livro das divagações, p.123")

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013



"Paratodos" foi lançada em 1993 pelo seu autor, Chico (carinhosamente chamado por nós de "o velho") Buarque "brasileiro" de Holanda etc. e tal. Como muitas coisas que se vê, outras tantas se ouve e assemelha no instante exato do seu feitio. Lembro-me de ter ouvido esta pela prima vez quando seu idealizador foi ao Fantástico (programa global) e por sabe-se-lá-Deus-o-que ali a lançou de certo modo.

Certo dia então tive sorte de concatenar-me com uma rádio que presenteou-me tal pérola, mas não na versão puritana do feitor: na mão obreira do vistoso seu Domingos, Domingão, Dominguinhos para a plebe, crú nas rudezas de sanfona, gaiteiro por apelido e nobre de alma e espírito santo. Não mais pude deixar de acrescentar-la ao meu mais íntimo repertório de "coisas" que me gustam.

Compartilho, pois se não fosse para compartilhar não teriam gravado. Deleito-me e agradeço aos mil timbres chumbados em contracanto no desporto de reler o "algo".

Esta versão tem uma mensagem besta no início, mas haveremos nós de respeitar quem o postou no youtube, indiferentes a inocência alheia.

E você que preste bem atenção ao pífano, ou nem ouça!

sábado, 1 de dezembro de 2012

Joseíto Fernandes


Joseíto Fernandes Dias (Cuba, 1908 - 1979) en su ultima aparicion en TV... una de las cosas que tiene que escuchar (muchas veces) antes de morrir.

Cuando se acercaba a los niños escuchaba cómo lo reconocían: ¡por ahí viene Joseíto Fernández!, e incluso en ocasiones tuvo que cantar algún fragmento de la Guantanamera". Verdadero hombre de pueblo, Joseíto se mantuvo incólume ante la popularidad merecida. El norteamericano Pete Seeger había lanzado al mundo desde el Carnegie Hall, de Nueva York, la melodiosa guajira con los versos de José Martí. Pero no había duda; la paternidad correspondía al compositor cubano.




"...estaba enfermo, muy enfermo, de Parkinson, fue un esfuerzo extarordinario el que hizo para poder hacer esta última presentación, pero así son los artistas dan todo por su pasión." (palabras de su nieta)

Me gusta, y compartelo con mis amigos!



quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Boca

Eis que falam do tempo como se fossem senhores do Universo.
Ditam ordens com arrogância,
Recamam com dimensão.
E Eu?
Eu me envergonho de ser humano.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Reflexão X/2012

Um caminho para conquistar a vida é procurar o bem. Fazer o bem com toda cautela, com toda sabedoria, e disso uma religião. Mas é impossível fazer o bem sem ser sincero. O bom não o é se tiver em si falsidade. Tanto que a falsidade jamais é boa.

As pessoas vem furtando-se do bem por serem incapazes de agir com franqueza. Por ter em sí um caminho falso em natureza e início, e por temer que a franqueza contradiga seus costumes.

Liberdade é fazer o que é certo, mesmo que o certo só o seja neste instante, mas com todo o furor de sua alma, sabendo que o certo só pode ser o bem, que por sua vez só pode ser a verdade (pois o certo foi feito, consequentemente a verdade daquele instante).

Outro pormenor é que o povo, por temer a sinceridade e por duvidar de seus corações, detêm-se em falar do mal para ocupar-se no tempo que não pratica o bem.

O bem nos ocupa e supre. Nele há franqueza, nele há vida, que nutre-se na sinceridade, na verdade, no ser enquanto essência de ser, tal qual substância donde provém o movimento originário do Cosmos.


Reflexão X/2012

terça-feira, 31 de julho de 2012

Lubre

Vida, vida, vida
As vezes é sem sentido
As vezes ganha sentido
As vezes, sentido nela...

Sempre o alfaiate se usa de seu próprio fazer.
Está trajado com seu melhor linho, ao qual recusa vender
Dá-se ao pobre, ao vil coronel
Mas deita-se nú no lubre, riscado de seu papel.

Dimensiona virilhas,
Coze com argumentos saberes de forros, mangas e peles,
Amacia veludos e tange com tremendo pulsar os lisos carreteis.

Vida, vida, vida
Dá-se em mim para obrar
Viste-me outrora payando cantos
Cantos de roupa, cantos de linha, cantos de pá!
Cantos e Cantares dos Cânticos dos Cânticos que é de Salomão.

Marcas de Ayer

Tece o tecelão?
Labora magistra?
Águila volat...
E severos servos de tí não se vão
Diante da espera.

Vida, vida, vida?
Eu vejo o pobre, o rico e o ardor
Vejo luzes, céu, dessabor
Vingo tramóias, suplícios vagos de mão
Sinto sabores, só em coração!

Esplêndido é o traçar da linha naquilo que dela se faz
Ariranhas
Fado
Circuncentro

Ei de saborear as tangerinas mais póstumas do pomerânio
Que algos em seus saberes lhos compartiu com'e e con'te

Vida, vida, vida,
Porque, vem m'ensina, você!


30 de Julho de 2012: Ao Cégo.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Saudade La Negra

Saudade
Grácias

quinta-feira, 12 de abril de 2012

No início

Depender da linguagem é para o artista tão limitado quanto seria para o matemático depender somente da adição.

Porque ou a linguagem é vazia demais, ou sou nela pura ignorância.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

"Tapera Vaga de Alma: O dia em que"

Há dias em que estamos brabos.
E dias em que somos de paz.
Pois na cidade sempre se está reprimido.
Vulto de natureza, amontoado de gente.
O feio,
A cidade é.

Sobretudo tem dias em que guardamos
Dias em que choramos
Dias em que tomamos
E mesmo retardamos
e dias em que x-amos etc, e tal.

Mas é com sobrosso que se teima epitáfio,
Com cisma que cisterna água fria porém rara.
Dias em que jagunço passa cabisbaixo por perto
Que repentista sai fugido
Que rei brabo e imperador de Roma
Fazem parecer pecado suas ingenuidades.

Se nego sente perigo em si mesmo, féde longe.
Cidade vira blackout e lavadeira foge do rio
Monge deita unguento na liteira
E tacho chamusca no facho

Hoje cuidei-me.
Fosse arbusto e tivesse que ir,
Só com punho em pólvora
Pra desalmar
Pra levar "aos mundos"
É raro usar, mas direi: violento.

Mártir em pensamento,
Sigiloso na visão.
Bugre
Arco de timbre grosso
Se Lampião pairasse por ai, deixava o purgatório pra não ter comigo.
Cuidei-me
Minto liso: meu piano me cuidou.
Quiça um dia "a" e "o" bosta assim o façam antes de titubear comigo novaurora.

Deixo de lado e entorpeço. Caso não, far-me-ei burguês, visto de longe esturjão da plebe.

11/04/2012. Tapera vaga de alma: dedico ao trabalhador do Brasil.
 

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