terça-feira, 11 de junho de 2013

Coisas da vida II

Passado tudo a ferro quente,
A defesa do rabo dos costumes dos bons idiotas
chegou em mim
a censura, censurou o pastor, é supositório legal!
Enfiem-na, ou sofram (exclamou).

E vi cair um castelo de cartas
do qual não sou valete
mui menos rei ou coringa
do qual não sou vedete
mui menos corvo em catinga!

(Ato de censura imposto unilateralmente por "eles - aleluia" ao Paulo Leminski, aos 11/06/2013)

sábado, 8 de junho de 2013

Coisas da vida

Certo dia, um dia vívido, um dia ganho...

As aluninhas chegam, após um bom papo de criança uma decide:


Aluna - Eu queria que você fosse meu pai!

Eu [em pensamento] - e eu amo meus pequeninos (alunos)!



Festa Junina 08/06/2013

sábado, 25 de maio de 2013

Sofrimento

"O artista não tem de sofrer para falar de sofrimento" (David Lynch)

terça-feira, 14 de maio de 2013

Deturpação


E me convence, e me obriga a sempre , a sempre ter com, a sempre entender, e só tentar ver ou ser - 

A-a fonte.

Hoje aprendi. Agradeço!

Na minha vida de coisa, acabei por ter muitos amigos que ocuparam-se do indigesto, um pseudo-cult do tipo idiotice-pra-ter-o-que-falar em qualquer lugar com meninas de sais rendadas e moleques fedidos com violão. Isso me desagrada, isso involui um ser que era pra dar bom, mas tipo bichinho que padece de causa natural, : não dá!

E um roi conrroi consumia-me fadando...pesando...k-k-oque-que-oisando em mim. E eu, logo de cara quando vi aquela coisa mais chata do universo que era a tal da esposa do falecido logo achei a cousa mais chata do universo. Nem sei quando foi, e eu tava moleque. Logo quando tive novamente com qualquer coisa Leminski eu tava na faculdade e nem sabia do que se tratava, mas era algo com que nem devia me incomodar, pois era feia e estava prenha.
Eis que o tempo me trouxe um alguém  um Leminski, e eis que acabei por concidadãnice vendo o'trás vezes tal familiares.
Insuportadamente fui a ter com leituras de tal, fui a ter com musicas de tal, e com grandes que engrandeciam tal.
A tempo tive com artistas, e li Leminski = Valmir, e li Leminski = Milton.
Já já já, estão desculpados por eu ser péssimo leitor!
Mas acabei por fazer o que digo que é o pior da arte: sucumbi a crítica.
E por ver que meus amados tinham uma critica mui serena, com máximas oriundas destes que antes descrevi (cult's) deturpei. Isso também porque já conhecia até os periquitos do tal que tinha sido tal e tal e coisa e o jardim etc e ponto.

Mas quero dizer que estava errado. Hoje fui a fonte sem atravessador, e hoje vi você!
E hoje entendi muito mais sobre nada, mas fiquei feliz sem motivo, só que percebi que Paulo Leminski é exatamente tudo o que meus amigos não sustentaram com palavras, e mais... ... ...: : : tudo o que eu discriminei na linguagem - sua incapacidade de ser arte, ao mesmo tempo que é o que eu uso para discriminar a arte sem usar a arte.
Foi um equivoco pensar que leminski virou Estrela, Alice, Milton, Valmir, Waltel...

14/05/2013 - E L Eminskkk

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Natureza



A Natureza arbitra por si seus processos. Da vida e da morte, juíza indomável e incorruptível, faz-nos pequenos, insignificantes...esperançosos de que nossa vontade com ela coincida o máximo de vezes possível sobre um destino cravado ao tempo, que lê-se "real".
O que dizer de quem contigo partilhou a terra por 27 anos? Hoje ela iluminou o céu dos papagaios com meu irmão de terra, ganhado de índio saído do ovo, o Sr. José Carioca (17/07/1986 - 17/04/2013) que estará esvoaçante e vistoso, calminho e não falador já no útero da estimável Nave Mãe.
Entristecemo-nos e não só por egoísmo puro, mas por nossa insignificância, cuja vontade prima é capaz de mover montanhas, mas não de mover vidas. Entristecemo-nos por sincero quando percebemos que tudo nos faz falta. Entristecemo-nos friamente quando amargamos a lembrança doce de momentos rudes e carinhosos daqueles que conosco tempo de vida partilharam e agora enriquecem o solo com seu mais rico e rubro sangue.

Papagaio, obrigado por tudo! Lamento tudo que se pode lamentar! E choro.
Meu bichinho querido,
Até breve...

Ao irmão Zé que padeceu nas garras do impiedoso gambá praiano após fazer-me companhia por longos 26 anos...

18/04/2013

sábado, 30 de março de 2013

A Cura dos não Enfermos Segundo Mateus


Foi no primeiro dia de aula daquela escola (14 de Fevereiro de 2013) que havendo falta de um douto qualquer prontifiquei-me a receber os pequenos em suas novas salas de aula. Era uma tarde quente e numa 5a série qualquer, antes do recreio, verifiquei que uma pequena, sentada próxima a porta da sala, manuseava aqui e acolá um livro enorme (dado seu tamanho miúdo).
Cheguei junto:
 - Olha que livro bonito, deixa o professor ver qual é?
(a mocinha mostra o pesado livro desajeitadamente com suas pequeninas mãos)
 - Que bom que você está lendo! Tem muitos livros lá na sua casa?
 - Ih, tem sim, minha mãe tem todos desse aqui, ele é o cara!
Balancei a cabeça em positivo e retornei aos meus afazeres enquanto ela sacudia o livrão pra coleguinha que sentava na carteira atras.

Então hoje, após digerir um pouco esta informação, foi lendo Mateus que tal episódio volveu a mente.

Qual exatamente é a diferença entre esta moça, mãe da mocinha, triturando as informações, buscando o sentido de sua vida e as respostas aos seus problemas e os de sua casa simples, e um cristão católico fazendo o mesmo com o livro da sua igreja? Ou qual a diferença entre eles e um Adventista lendo os ensinamentos de G. White? ou de um Mórmon debulhando os escritos de J. Smith? ou dum outro buscando responder-se nas psicografias de Xavier? Ou ainda daquele que no Mahabarata busca cânticos, ou do que liberta-se no Bagavah Gita? Hora, seria puritanismo acreditar que há qualquer semelhança nestes e naqueles iniciados que deitam-se e, no lumiar dos abajures questionam a vida diante dos escritos egípcios ou das encíclicas papais, ou seria mais ou menos o monge cartuxo que, finda a vigília debruça-se em sua cela para rever algum estatuto da sua ordem? Ou o botânico que, por necessitar aprofundar sua tese volve a ter com Darwin e com Mendel? Ou seria eu, tu e qualquer outro que nos sentamos todas as manhãs e, com cuidado a ponto de sagração puxamos da estante algum Aristóteles, Sêneca ou Russeau pensando que, uma vez tido carinhosamente passado vistas por todas suas folhas, seremos mais esclarecidos ou felizes? Ou que o mistério da vida se esclarecerá?


Até porque quem foi mesmo que falou que a verdade está nos livros?
Até porque quem disse que livros tem alguma serventia?
Blasfêmia!

Livros são inúteis. Leitores loucos os significam.
Mas sobre isso, um mestre qualquer ou um outro anda dizendo... e até recorte de outro achei! vou transcrever:

"8 Porque todo aquele que pede, recebe. Quem busca, acha. A quem bate, abrir-se-á."
"9 Quem dentre vós dará uma pedra a seu filho, se este lhe pedir pão?"

Então, não se pode curar o não enfermo.

Agradeço aquela mocinha e ao compilador da história do Evangelho de Mateus por terem me dado esta lição.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Admirável Gado Novo...


Admiráveis visitantes do blog, 

Como não haveria de tardar, o blogger pregou-me uma peça e, uma vez que fui obrigado pelo "todo poderoso" a deletar meu perfil antigo nele para fazer um novo com o lixo do gmail, a maioria das imagens do blog foi jogada no abismo... muitas vezes trabalhos de tardes ou dias inteiros de pesquisa etc, etc. Claro que eu tinha os backups; mas claro que ele não aceitou as "velharias" em XML.

Como qualquer mortal, uma vez sujeitado a injuria, padeci em lamentos.

Sou grato aos que visitam este blog e especialmente aos que durante estes 4 anos acompanharam nossa jornada cultural. Ela continua - destaco! porém, minha paciência para colocar qualquer coisa no blogsp*** já faz-se enseada....

Não a modo de despedir, mas sim para agradecer, posto um vídeo feito pelo amigo Tato, pela Ana e por minha pessoa, numa tarde qualquer de um dia qualquer com um tipo qualquer de vinho qualquer... Apreciem e, para quem tanto perguntava como eu era, desfrutem...(eis-me ao acordeom) hehehehehehe

Thank you Sir!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O amigo e o monge

O amigo e o monge são duas pessoas distintas.

Distintas em cavalheirismo, em educação.
Distintas em saber viver.

O amigo, outrora monge, já foi amigo, outrora monge,
e assim continuou por experimentar demais a vida que lhe consumia as horas e a delinquência da amabilidade que em cujas formas lho deformaria se nela insistisse ademais das coisas...

O monge, outrora amigo, outrora monge, assumiu para si a mosteiridade de temer ao cosmos.
O monge tem suas picuínhas com quais não escreve vidas mas tramoias de seu eu.
Ele des-simplifica o óbvio e macula o evidente.

Os primazes degraus do céu são o presente do eterno amar. Assim, parafraseando Fedro:"devermos antenar para o significado, não para as palavras."

Dizia o adivinho:
"...E vi uma grande tristeza baixar sobre os homens. Os melhores se cansaram de usas obras.
Espalhou-se uma doutrina e com ela circulou uma crença. Tudo é igual, tudo é vão, tudo passou." (F.N.)

Logo tampava-se o sol e vinha comilusco o amigo, com sua fome de saciar-se. Porém, saciava-se todas as noites, mas com saberes de terra, com sapiências de outrora...

...

 - Tartaruga, tartaruga, de onde mesmo vem o sol?
 - Vem daqui, de embaixo de folhas, de fazeres de mato, de raiares de minguas e de parcos vistos trovejares.
 - Tartaruga, tartaruga, de onde vem o Sol?
 - Sei pouco sobre o Sol, mas sobre folhas: eis meu aprendizado!
 - Far-me-ei tartaruga para então ver o Sol?

...

Seria o amigo a abelha ou o rato? Eis que nest'arte questiono-me ao incansável momentaneamente.
Causador de causos, fazedor! Eis o que cansado, ainda assim amigava.
Porque de ratos e abelhas já se disse tudo, exceto como ruminam. Aqui posso vislumbrar um pouco de mim.

O monge, a pedra, o céu. Na lua nova eis de compor o infinito diante de teus próprios olhos, tal qual índio que comporta sua voz limando-a na relva dos entardeceres. O amigo cirandeará diante de tal magnitude, e se ouvirá, para firmes que lá em cima vão, seus passos nobres sobre o chão da terra.

"Vai como o tempo que a alma assente sem dizer nada, onde o rumo e a estrada nem sempre são o mesmo caminho."

Abraço irmão,

Ao amigo Milton, aos 29.01.2013 (Futuro "Livro das divagações, p.123")

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013



"Paratodos" foi lançada em 1993 pelo seu autor, Chico (carinhosamente chamado por nós de "o velho") Buarque "brasileiro" de Holanda etc. e tal. Como muitas coisas que se vê, outras tantas se ouve e assemelha no instante exato do seu feitio. Lembro-me de ter ouvido esta pela prima vez quando seu idealizador foi ao Fantástico (programa global) e por sabe-se-lá-Deus-o-que ali a lançou de certo modo.

Certo dia então tive sorte de concatenar-me com uma rádio que presenteou-me tal pérola, mas não na versão puritana do feitor: na mão obreira do vistoso seu Domingos, Domingão, Dominguinhos para a plebe, crú nas rudezas de sanfona, gaiteiro por apelido e nobre de alma e espírito santo. Não mais pude deixar de acrescentar-la ao meu mais íntimo repertório de "coisas" que me gustam.

Compartilho, pois se não fosse para compartilhar não teriam gravado. Deleito-me e agradeço aos mil timbres chumbados em contracanto no desporto de reler o "algo".

Esta versão tem uma mensagem besta no início, mas haveremos nós de respeitar quem o postou no youtube, indiferentes a inocência alheia.

E você que preste bem atenção ao pífano, ou nem ouça!

sábado, 1 de dezembro de 2012

Joseíto Fernandes


Joseíto Fernandes Dias (Cuba, 1908 - 1979) en su ultima aparicion en TV... una de las cosas que tiene que escuchar (muchas veces) antes de morrir.

Cuando se acercaba a los niños escuchaba cómo lo reconocían: ¡por ahí viene Joseíto Fernández!, e incluso en ocasiones tuvo que cantar algún fragmento de la Guantanamera". Verdadero hombre de pueblo, Joseíto se mantuvo incólume ante la popularidad merecida. El norteamericano Pete Seeger había lanzado al mundo desde el Carnegie Hall, de Nueva York, la melodiosa guajira con los versos de José Martí. Pero no había duda; la paternidad correspondía al compositor cubano.




"...estaba enfermo, muy enfermo, de Parkinson, fue un esfuerzo extarordinario el que hizo para poder hacer esta última presentación, pero así son los artistas dan todo por su pasión." (palabras de su nieta)

Me gusta, y compartelo con mis amigos!



 

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